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Filme de “Chaplin Brasileiro” é exibido nesta sexta na Casa de Cultura Ivan Marrocos

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O nome Chaplin Brasileiro ou Chaplin da Amazônia foi dado por um jornalista do jornal O Globo, quando Jair Rangel de Souza

participou da 14ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) em 2016. Suas produções, em preto e branco, além de filme mudo, características de Charlie Chaplin, têm sempre o mesmo personagem, o icônico Pistolino, nome que caracterizou Jair Rangel.

Jair se inspira nos filmes de Chaplin e com acontecimentos do cotidiano, fatos que compõem o que vê, sente e, principalmente, o que acha engraçado ou obscuro dentro da sociedade. O filme “O Lobisomem Mineiro”, que entra em exposição audiovisual nesta sexta-feira (20), a partir das 19h, na Galeria Afonso Ligório da Casa da Cultura Ivan Marrocos, deve mostrar com humor referências de Rondônia. A exibição acontece até 20 de fevereiro. A entrada é gratuita, e não possui classificação etária, por ser gênero de comédia.

Na sua carreira, já produziu diversos filmes e documentários, entre eles também “O Último Pistolino”, que podem ser acessados na internet no site que leva o nome do personagem. Atualmente possui três roteiros que estão sendo avaliados para futuras produções.

Os vídeos vão ser apresentados por meio de um telão no meio da galeria, que terá as janelas tampadas para o público se sentir como se estivesse de fato em um cinema. Com a curadoria de Margot Paiva, o objetivo é mostrar a diversidade cultural que tem Rondônia.

Desde criança Jair foi apaixonado pelo cinema e artes visuais. Ele conta que uma lembrança para realização do seu sonho foi ter que vender sua moto, meio de transporte que tinha na época, para comprar uma câmera filmadora, para produzir e realizar o sonho do trabalho visual.

“Meu primeiro trabalho foi ruim, a imagem estourava, eu não tinha técnicas de ideia e nem planos. Com o tempo fui aperfeiçoando a técnica, e hoje vejo que aquele trabalho serviu de aprendizado e incentivo para melhorar sempre”, disse.

Todos os filmes são filmados em Porto Velho. Em 2016, Jair levou para o cenário nacional o trabalho audiovisual rondoniense para a 14ª Flip, a maior feira literária da América Latina. Segundo ele, essa participação reconheceu o trabalho que ele vem desenvolvendo. “Isso cria uma motivação para mim e para outros produtores do estado e do país”, afirmou.

Jair, Pistolino, Chaplin Brasileiro ou da Amazônia disse que para quem pretende entrar nesse meio artístico, vá em busca de realizar seu sonho, que cada ser humano pode buscar sua idealização. “Querendo a pessoa faz tudo o que ela quiser”, pondera.

Para o superintendente estadual da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer, Rodnei Paes, esse trabalho com profissionais da terra só demonstra o quanto estamos envolvidos com artistas locais e interessados a usar nossos espaços para promover todo trabalho artístico.

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